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O termo “folk-lore” foi criado pelo inglês Willian John Toms (1803-1885), onde “folk” significa povo e “lore” conhecimento, sabedoria. Dessa forma, o termo se constitui na “sabedoria de um povo”.

Willian era pesquisador e queria descobrir a origem das tradições e lendas de seu país. Para isso, solicitou apoio à revista “The Atheneum”, de Londres, muito conhecida na época.

No dia 22 de agosto de 1846, a revista publicou um artigo sobre as intenções de Willian, porém o seu nome não foi divulgado. Deram-lhe um pseudômino (nome fantasia) de Ambrose Merton. Em razão da publicação desse artigo, a data ficou instituída como o dia do folclore.

O folclore é a forma como o povo compreende o seu meio social e cultural, alcança e valoriza suas raízes, sua história.

As tradições de um lugar podem ser descobertas através da observação da alimentação, do artesanato, da religião, da vestimenta, da música e da dança, da forma de falar, dos ditos populares, dentre outros.

No Brasil, cada região tem seus costumes, tradições e festas específicas.

Nossa cultura é muito rica em virtude das influências dos negros, dos índios e dos brancos, que formam nossa raça. Mas além desses, os imigrantes que vieram para nossas terras também trouxeram a cultura, que foram absorvidas por nossa gente. Essas influências surgiram, principalmente, de povos italianos, alemães, japoneses, portugueses, espanhóis, etc.

Em 1934, com a reforma ortográfica da língua portuguesa, a palavra folk-lore foi abrasileirada, a letra “k” foi substituída pelo “c” e o hífen excluído, transformando-a em folclore.

Mas somente em 1965 que a data foi designada oficialmente em nosso país, através de um decreto do Governo Federal.LENDAS:

LENDAS:

Saci: o menino é brincalhão para uns e uma criatura do mal para outros;

Cobra Norato: a tradição das cobras encantadas está presente em todo o Brasil, segundo o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Entre as diversas lendas, destacam-se a da Cobra Grande ou Boiúna, no Amazonas, e a da Cobra Norato, no Pará. Esta última serviu de inspiração ao poema de mesmo nome de Raul Bopp, considerado uma obra-prima do modernismo brasileiro.

Mula sem cabeça: segundo o folclore, a Mula-sem-cabeça é uma garota que seduziu um padre.

Iara: com seu canto, a Mãe d'Água ou Iara atrai os homens para o fundo dos rios.

Lobisomem: segundo a crença popular, rezar três Ave-Marias protege qualquer um de Lobisomem.

Boitatá: de origem indígena, o Boitatá ou "cobra de fogo" protege os campos das queimadas.

Negrinho do Pastoreio: a vela na mão do Negrinho do Pastoreio ajuda o pequeno a encontrar objetos perdidos.

Curipira: Os calcanhares invertidos do Curupira deixam falsas pegadas e enganam os caçadores.

 

 

 

 

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